OFICIAL DE JUSTIÇA NADA RECEBE PELO USO DO CARRO PRÓPRIO!

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Quanto realmente custa ter um carro? Veja como contabilizar quais são os gastos para manter um carro mensalmente.

Além dos gastos óbvios, com a parcela do financiamento e o combustível, um carro envolve outros custos mensais que muitas vezes não parecem claros à primeira vista. Identificar todos os gastos envolvidos é essencial para evitar dívidas e para fazer a escolha do modelo que cabe no orçamento pessoal.

O consultor financeiro Mauro Calil simulou os gastos de um carro durante quatro anos. Ele utilizou como exemplo um veículo popular, no valor de 30.000 reais, adicionando às despesas as parcelas do financiamento, no valor de 20.000 reais, com juro de 1,5% ao mês. Ele também optou por adicionar aos gastos com a desvalorização do carro. “A desvalorização não é um gasto, mas é um dinheiro que vai e não volta”, explica.

Repare que, no exemplo, o valor total gasto em quatro anos é quatro vezes maior que o valor do financiamento sozinho, sem contar os 10.000 reais dados de entrada. Ou seja, no exemplo, três quartos da despesa total correspondem a outros gastos. Veja a seguir quais são as principais despesas que devem ser contabilizadas para planejar o gasto mensal de um carro, de acordo com o perfil de uso.

IPVA

O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), cobrado pelos governos estaduais, deve ser pago anualmente e a alíquota varia de acordo com o estado, podendo oscilar entre 1% e 4% do valor do veículo. Em São Paulo, o valor também varia de acordo com o combustível usado (gasolina, flex ou gás).

O pagamento pode ser realizado à vista ou em três parcelas. O número principal de um boleto de IPVA é o do valor parcelado. Recomenda-se pagar o imposto em uma única parcela, para que sejam aproveitados os descontos. Outra dica, ainda, válida para quem está pensando em comprar um carro, é aproveitar a época do final do ano para fechar o negócio, uma vez que as concessionárias costumam vender os carros com o valor do IPVA quitado neste período.

Seguro obrigatório

O Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres) foi criado em 1974 para amparar vítimas de acidentes envolvendo veículos em todo território nacional. O valor do DPVAT para veículos de passeio é de 101,16 reais e deve ser pago anualmente, junto ao IPVA.

Apesar de muitos não saberem, qualquer pessoa pode requerer a indenização em caso de acidentes. O valor da indenização por morte e o valor máximo por invalidez permanente é de 13.500 reais. O reembolso de despesas médicas e hospitalares é de até 2.700 reais. Pelosite do DPVAT é possível consultar os pontos de atendimento autorizados, onde deve ser realizada a solicitação da indenização.

Licenciamento

O licenciamento de veículos também é pago anualmente e é destinado ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O valor é usado para comprovar por meio de revisões e testes se o veículo tem condições para circular nas diversas ruas, rodovias e estradas de todo o país. O valor do licenciamento varia de acordo com o estado, mas custa por volta de 50 reais. Para efetuar o licenciamento, é preciso estar com o seguro obrigatório, e outros encargos, como multas e IPVA, devidamente quitados.

Seguro

Centenas de variáveis são consideradas para se calcular o preço do seguro, como a idade e sexo do motorista, o seu estado civil, a região de pernoite do carro, se ele ficará em estacionamento, se será usado no trabalho, etc. Entre os fatores, o modelo do carro é o mais impactante para o valor final, uma vez que define se o item segurado tem alta ou baixa incidência de roubos.

Com tantas variáveis, não é possível estimar um valor-base para este gasto. Um carro de 100.000 reais pode ter um seguro mais barato do que um de 70.000 reais e dois carros de 30.000 reais podem ter seguros muito diferentes. Para planejar este gasto, portanto, uma das melhores alternativas é fazer uma simulação com as corretoras. Alguns sites, como oEconomizenoseguro.com, fazem esta simulação em diversas seguradoras. Eles mostram o resultado já informando qual seria a seguradora com a oferta mais barata.

Segundo Giancarlo Pereira, especialista em indústria automotiva, a simulação é muito importante porque os valores podem variar muito não só entre os modelos, mas entre as empresas. “Às vezes, as oscilações para um mesmo carro chegam a 80% entre seguradoras que fazem parte de uma mesma organização. É uma diferença enorme e inexplicável”, afirma.

Combustível

O consumo do combustível varia de acordo com o motor, a começar pelos mais econômicos, que são os motores 1.0, aos mais custosos, como os 2.4. Alguns carros, no entanto, podem ter o mesmo tipo de motor, mas ter consumos diferentes. Os SUVs, por exemplo, são conhecidos pela sua fama de “beberrões”. Por serem maiores e mais pesados, o consumo é mais elevado.

O especialista Giancarlo Pereira, dá uma medida que pode ser usada para avaliar se o consumo de um carro é alto ou baixo: “Um consumo elevado, seria um carro com gasto de 2 quilômetros por litro (km/L) de gasolina na cidade e 5 km/L na estrada e um consumo baixo seria de 9km/L de gasolina na cidade e 15 km/L na estrada”, diz. Veja quais são os carros que consomem menos combustível, segundo o Inmetro.

Para prever qual será o gasto com combustível, portanto, vale pesquisar qual é o consumo médio do carro pretendido ou se informar nas concessionárias e calcular quantos quilômetros serão percorridos em média por mês.

Estacionamento

Mesmo quem tem estacionamento em casa e no trabalho, muitas vezes não consegue evitar os gastos com estacionamentos por causa das cobranças em shoppings, restaurantes e em diversos outros estabelecimentos.

Um estudo realizado pela Abrapark (Associação Nacional de Estacionamentos Urbanos) analisou os preços dos estacionamentos em 19 capitais brasileiras. O Rio de Janeiro e São Paulo têm os valores mais caros, com custo médio da primeira hora de 18 e 17 reais, respectivamente. E os valores médios das mensalidades são de 660 reais no Rio de Janeiro e de 450 reais em São Paulo.

Manutenção

Entre os gastos com a manutenção do carro, devem ser contabilizados principalmente os custos regulares, com a revisão, a troca de óleo, troca do filtro de ar, troca do filtro de combustível, troca do fluido e pastilha de freios, troca de amortecedores, balanceamento dos pneus, troca de pneus e o alinhamento da direção. Estes gastos são regulares porque é possível ter uma estimativa de quando eles serão realizados, de acordo com a quilometragem do carro. Outros gastos com manutenção, como um reparo em caso de batida, são imprevisíveis, mas é possível contabilizá-los de certa forma. Veja no item gastos eventuais mais abaixo.

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