Cinco são indiciados pela morte de Oficial de Justiça

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Cinco são indiciados pela morte de Oficial de Justiça
O contador Mário Neto, seu irmão, Délio Ferreira Filho, o acusado de ser o executor, Roberto Martins dos Reis, o advogado Joaquim Souza Simões Neto e o tabelião Carlos Marconi Paes foram indiciados pela morte do oficial de Justiça Vanthieu Ribeiro da Silva, ocorrida no dia 25 de março de 2011. O corpo da vítima foi encontrado no Lago de Lajeado.

O crime do oficial levou a Polícia Civil a deflagrar a Operação Inconfidente para investigar a um suposto esquema fraudulento existente nas comarcas Miracema e Miranorte, que visava a levantamento de alvarás judiciais fraudulentos. A operação teve início no dia 1º de junho de 2011. Conforme as investigações, os envolvidos usavam documentos falsos para fazer saques de contas bancárias de clientes já falecidos.

Na operação são investigados também os advogados Stalin Beze Bucar Junior, Viviane Raquel da Silva e Raimundo Nonato Carneiro. No caso, os advogados eram os responsáveis pelo ajuizamento das ações e o contador Mário supostamente faria a captação de informações e atuaria na parte dos cálculos de atualização e com a expedição do alvará falso.

Conforme uma fonte do CT, que preferiu não ser identificada, o acusado de ser o executor do oficial de justiça, Roberto Martins dos Reis, estaria “preso sob sigilo” na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP). A fonte estranhou a “prisão sigilosa” do acusado. Isso porque a Constituição Federal e a Legislação não preveem esse caso.

De acordo com a fonte, Roberto é acusado de ter efetuado o tiro que ocasionou a morte do oficial de Justiça. Joaquim seria o intermediário de um grupo de Brasília supostamente envolvido na fraude. Marconi é acusado de providenciar as documentações fraudulentas junto com o contador Mário.

No dia 4 de maio, o delegado responsável pelo inquérito, Claudemir Ferreira, informou ao CT que a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) teria indiciado três pessoas, mas que os nomes não seriam divulgados porque o processo corre em segredo de Justiça.

Segundo o delegado, a conclusão do inquérito teria sido encaminhada para o Ministério Público Estadual (MPE). No entanto, segundo informações da assessoria de comunicação do MPE, a peça teria sido devolvida para a Polícia Civil para que novas diligências fossem realizadas com a inclusão de outras pessoas no esquema.

Investigações
À época, o delegado afirmou ao CT que as investigações foram divididas em dois inquéritos. Um que apurava a morte do oficial de Justiça e outro que investiga a fraude contra a administração pública. “O inquérito sobre o homicídio foi encerrado, mas o contra as fraudes continua em andamento”, enfatizou o delegado.

Fonte: Portal CT