{"id":9966,"date":"2013-07-22T15:01:00","date_gmt":"2013-07-22T15:01:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T00:00:00","slug":"1734-revision-v1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/2013\/07\/22\/1734-revision-v1\/","title":{"rendered":"Oficial de justi\u00e7a: profiss\u00e3o de grande valor!"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sendcard.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Oficial_de_justi\u00e7a__profiss\u00e3o_de_grande_valor!.jpg\" alt=\"Oficial de justi\u00e7a: profiss\u00e3o de grande valor!\"><br \/>\nParecer de Alfredo Buzaid:<\/p>\n<p>\u201cEmbora seja executor de ordens judiciais, conferiu-lhe a lei uma prerrogativa de suma import\u00e2ncia no processo: o poder de certificar.<br \/>\nDo poder de certificar se diz que est\u00e1 \u00ednsito na autoridade suprema do Estado. Quem o exerce n\u00e3o \u00e9 servidor de condi\u00e7\u00e3o subalterna. \u00c8 um \u00f3rg\u00e3o de f\u00e9 p\u00fablica, cujas certid\u00f5es asseguram o desenvolvimento regular e normal do processo. A circunst\u00e2ncias de ter os Oficiais de Justi\u00e7a maior liberdade de a\u00e7\u00e3o no direito Alem\u00e3o, Italiano e Franc\u00eas e acentuada depend\u00eancia das determina\u00e7\u00f5es expedidas pelo Juiz no direito brasileiro n\u00e3o lhes diminui a dignidade da fun\u00e7\u00e3o, que residem verdadeiramente na f\u00e9 p\u00fablica os atos que praticam.<br \/>\nS\u00f3 se d\u00e1 poder de certificaste, inerente \u00e0 f\u00e9 p\u00fablica, a cargo de grande relev\u00e2ncia. N\u00e3o se lhe empresta a qualquer \u00d3rg\u00e3o Burocr\u00e1tico, pois a f\u00e9 p\u00fablica \u00e9 bem jur\u00eddico que mereceu at\u00e9 a tutela penal do Estado. Tudo isso revela a magnitude da f\u00e9 p\u00fablica, magnitude que n\u00e3o deixa de refletir-se nos cargos e pessoas que a possui, tal como acontece com o Oficial de Justi\u00e7a\u201d \u2013 (Parecer de: BUZAID, Alfredo. \u201cCarreira de Oficial de Justi\u00e7a\u201d. In: NERY, Gerges. S\u00e3o Paulo: Leud, 2000).<br \/>\nCarta Magna de Jo\u00e3o Sem Terra, de 15 de junho de 1215:<br \/>\n\u201cArt. 45. N\u00e3o nomearemos ju\u00edzes, oficiais de justi\u00e7a, xerifes ou bailios, que desconhe\u00e7am a Lei do Reino e n\u00e3o se disponham a observ\u00e1-la.\u201d<br \/>\nAlfredo Buzaid, nascido em Jaboticabal (SP), em 1914, e falecido em S\u00e3o Paulo (SP), em 1991, foi advogado, professor, not\u00e1vel jurista, ministro da Justi\u00e7a, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e um dos criadores do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC). O CPC, institu\u00eddo pela lei 5.869\/1973, conferiu grande destaque \u00e0 fun\u00e7\u00e3o do oficial de justi\u00e7a, dando-lhe amplas prerrogativas. O parecer de Buzaid evidenciava, j\u00e1 nos idos da d\u00e9cada de 1970, a concep\u00e7\u00e3o do jurista paulista acerca da import\u00e2ncia do oficialato na estrutura do Poder Judici\u00e1rio, destacando a fun\u00e7\u00e3o como de Estado, no mesmo n\u00edvel dos magistrados, e n\u00e3o como um agente subalterno destes, como insistem a fazer crer os administradores dos tribunais.<br \/>\nJo\u00e3o Sem Terra, ou John Lackland, nasceu em Oxford (Inglaterra), no ano de 1166, e faleceu no castelo de Newark, em Nottinghamshire, no mesmo pa\u00eds, no ano de 1216. Foi rei da Inglaterra e duque da Normandia e da Aquit\u00e2nia, de 1199 a 1216. Passou \u00e0 hist\u00f3ria como o rei que assinou a Carta Magna, ato que marcou o in\u00edcio da monarquia constitucional da Inglaterra. Ganhou o apelido de \u201csem terra\u201d por n\u00e3o ter herdado nenhuma terra quando seu pai, Henrique II, morreu.<br \/>\nO SINDOJUS\/MG chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que os pa\u00edses mais desenvolvidos da Europa j\u00e1 valorizavam a profiss\u00e3o de oficial de justi\u00e7a desde os prim\u00f3rdios do sistema processual (civil e penal). Tanto \u00e9 verdade que a Carta Magna de Jo\u00e3o Sem Terra dedicava artigos espec\u00edficos para o oficialato judicial, como exemplificado no artigo 45 daquele texto constitucional.<br \/>\nJ\u00e1 naquele tempo, o oficial de justi\u00e7a, tanto quanto o juiz, era obrigado a ter conhecimentos em Direito para atuar na fun\u00e7\u00e3o. E essa, \u00e9 com certeza, uma das raz\u00f5es de a Europa ser um continente desenvolvido, estar anos-luz \u00e0 frente do Brasil \u2013 e, em especial, dos estados mais atrasados administrativamente da Federa\u00e7\u00e3o, casos de Minas Gerais e S\u00e3o Paulo, que s\u00e3o \u00fanicos nos quais ainda n\u00e3o \u00e9 exigida a escolaridade em Direito para ingresso na fun\u00e7\u00e3o de oficial de justi\u00e7a. E quem \u00e9 que sofre as conseq\u00fc\u00eancias desse atraso? A pr\u00f3pria sociedade, \u00e9 claro, que poderia ser brindada com uma presta\u00e7\u00e3o jurisdicional que merece, ou seja, cada dia mais qualificada.<br \/>\nDiante do exposto, o Sindicato recomenda a todos os oficiais de justi\u00e7a mineiros refletirem bastante sobre o valor da sua profiss\u00e3o e o inolvid\u00e1vel potencial de cada um. O objetivo do SINDOJUS\/MG \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o do oficialato judicial mineiro.<br \/>\nFonte: SINDOJUS\/MG<\/p>\n<p>Link: http:\/\/www.sojusto.com.br\/noticia.php?l=51ffe9d35f417bfe3d06836d6531fb64<\/p>\n<p>Postado por Cristiano Rodrigues de Aquino, Oficial de Justi\u00e7a lotado em Formos do Araguaia\/TO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parecer de Alfredo Buzaid: \u201cEmbora seja executor de ordens judiciais, conferiu-lhe a lei uma prerrogativa de suma import\u00e2ncia no processo: o poder de certificar. Do poder de certificar se diz que est\u00e1 \u00ednsito na autoridade suprema do Estado. 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