{"id":10217,"date":"2012-07-23T12:15:00","date_gmt":"2012-07-23T12:15:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T00:00:00","slug":"2189-revision-v1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/2012\/07\/23\/2189-revision-v1\/","title":{"rendered":"CNJ condena 31 ju\u00edzes \u00e0 aposentadoria compuls\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sendcard.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/CNJ_condena_31_ju\u00edzes_\u00e0_aposentadoria_compuls\u00f3ria.jpg\" alt=\"CNJ condena 31 ju\u00edzes \u00e0 aposentadoria compuls\u00f3ria\"><br \/>\nDesde que come\u00e7ou a julgar a conduta de magistrados, no in\u00edcio de 2008, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) aplicou a pena m\u00e1xima na maioria dos casos: aposentadoria compuls\u00f3ria. Trinta e um ju\u00edzes foram mandados para casa, com bons vencimentos mensais &#8211; um desembargador pode receber at\u00e9 90,25% do sal\u00e1rio de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que hoje \u00e9 de R$ 26,7 mil. S\u00e3o casos que v\u00e3o de ass\u00e9dio sexual \u00e0 venda de senten\u00e7as e desvio de verbas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\tUm total de 42 magistrados foram condenados pelo \u00f3rg\u00e3o nos \u00faltimos quatro anos &#8211; um ministro, nove desembargadores e 32 ju\u00edzes de primeira inst\u00e2ncia. A maioria do Estado do Mato Grosso. Em 11 casos, as penas foram menores. Quatro ju\u00edzes foram afastados de suas fun\u00e7\u00f5es, mas continuam a receber (disponibilidade). Cinco, censurados. E dois punidos com remo\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria.<\/p>\n<p>\tAlvo de cr\u00edticas, os julgamentos do CNJ ganharam for\u00e7a com uma decis\u00e3o recente do Supremo. Em fevereiro, por um placar apertado de seis votos a cinco, os ministros decidiram que o CNJ pode abrir investiga\u00e7\u00e3o contra magistrado, sem a necessidade de fundamentar a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>\tO entendimento representou uma vit\u00f3ria da corregedora nacional de Justi\u00e7a, ministra Eliana Calmon, maior defensora do poder do CNJ. Os ministros do STF julgaram uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB), que agora aposta numa atua\u00e7\u00e3o menos pol\u00eamica do substituto de Eliana, o ministro Francisco C\u00e2ndido de Melo Falc\u00e3o Neto, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que deve tomar posse em setembro. &#8220;J\u00e1 conversei com ele e sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o CNJ s\u00f3 deve atuar quando as corregedorias n\u00e3o agirem&#8221;, diz o presidente da AMB, Nelson Calandra.<\/p>\n<p>\tPor causa do julgamento da Adin, o pr\u00f3prio Supremo cassou liminares concedidas a dez magistrados do Tribunal de Justi\u00e7a do Mato Grosso (TJ-MT), punidos com aposentadoria compuls\u00f3ria por desviar aproximadamente R$ 1,4 milh\u00e3o para uma loja ma\u00e7\u00f4nica. O relator do caso, ministro Celso de Mello, mudou seu entendimento, reconhecendo a compet\u00eancia do CNJ para investigar e punir ju\u00edzes.<\/p>\n<p>\tRecentemente, outro desembargador foi condenado \u00e0 aposentadoria compuls\u00f3ria pelo conselho. Membro do Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s (TJ-GO), ele foi acusado de ass\u00e9dio a uma das partes de um processo que tramitava na 1\u00aa Vara de Fam\u00edlia, Sucess\u00f5es e C\u00edvel de Goi\u00e2nia, onde era titular. Ele teria tentado abra\u00e7\u00e1-la depois de prometer emprego \u00e0 filha dela. Segundo o magistrado, a visita \u00e0 casa da mulher que movia uma a\u00e7\u00e3o de dissolu\u00e7\u00e3o de uni\u00e3o est\u00e1vel contra o ex-companheiro teve como finalidade discutir &#8220;tratativas relacionadas \u00e0 poss\u00edvel contrata\u00e7\u00e3o&#8221; da filha.<\/p>\n<p>\tAs condena\u00e7\u00f5es de magistrados pelo CNJ d\u00e3o for\u00e7a a uma proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) que prev\u00ea uma puni\u00e7\u00e3o maior na esfera administrativa: a perda do cargo. Hoje, um juiz ou desembargador s\u00f3 perde o direito \u00e0 aposentadoria se for condenado judicialmente, situa\u00e7\u00e3o rara at\u00e9 ent\u00e3o. A PEC n\u00ba 505, de autoria da senadora Ideli Salvatti (PT-SP), j\u00e1 passou pelo Senado e est\u00e1 na pauta da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJC) da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n<p>\tA proposta sofre uma oposi\u00e7\u00e3o ferrenha da Associa\u00e7\u00e3o dos Ju\u00edzes Federais do Brasil (Ajufe). A entidade pretende enviar uma nota t\u00e9cnica aos deputados federais sustentando que a PEC \u00e9 inconstitucional, segundo seu presidente, Nino Toldo. Para ele, \u00e9 inadmiss\u00edvel a perda de cargo por uma decis\u00e3o administrativa. &#8220;A vitaliciedade \u00e9 uma garantia da magistratura e deve ser respeitada. A perda de cargo s\u00f3 deve ocorrer ap\u00f3s decis\u00e3o transitada em julgado&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>\tS\u00e3o raras, por\u00e9m, as condena\u00e7\u00f5es na esfera judicial. Os processos se arrastam por anos e, em alguns casos, prescrevem. Desde 2002, o caso envolvendo um desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3\u00aa Regi\u00e3o tramita no Judici\u00e1rio. Ele foi condenado em 2008 pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) por corrup\u00e7\u00e3o passiva. H\u00e1 recurso aguardando julgamento do Supremo. &#8220;\u00c9 muito demorado. Nesse tempo, a vaga fica congelada&#8221;, diz a procuradora Luiza Cristina Fonseca Frischeisen, da Procuradoria Regional da Rep\u00fablica da 3\u00aa Regi\u00e3o. &#8220;Na esfera administrativa, tende a ser mais r\u00e1pido.&#8221;<\/p>\n<p>Fonte:\u00a0 Arthur Rosa\/Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que come\u00e7ou a julgar a conduta de magistrados, no in\u00edcio de 2008, o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) aplicou a pena m\u00e1xima na maioria dos casos: aposentadoria compuls\u00f3ria. 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