{"id":10156,"date":"2012-10-10T17:17:00","date_gmt":"2012-10-10T17:17:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T00:00:00","slug":"2148-revision-v1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/2012\/10\/10\/2148-revision-v1\/","title":{"rendered":"Escrit\u00f3rio \u00e9 condenado por pagar Oficial de Justi\u00e7a para agilizar cumprimento de mandados"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sendcard.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg\" alt=\"Escrit\u00f3rio \u00e9 condenado por pagar Oficial de Justi\u00e7a para agilizar cumprimento de mandados\"><br \/>\nDECIS\u00c3O<\/p>\n<p>\t19\/09\/2012- 09h02<\/p>\n<p>\tA Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve a condena\u00e7\u00e3o por ato de improbidade administrativa contra um escrit\u00f3rio de advocacia do Rio Grande do Sul. Um oficial de Justi\u00e7a recebeu R$ 600 para agilizar o cumprimento de mandados de busca e apreens\u00e3o expedidos em favor de clientes do escrit\u00f3rio.<br \/>\n\tDepois de ajuizada a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica em raz\u00e3o do pagamento de propina, a Justi\u00e7a estadual reconheceu a responsabilidade da pessoa jur\u00eddica, de seu s\u00f3cio-propriet\u00e1rio, do advogado subscritor da peti\u00e7\u00e3o inicial da a\u00e7\u00e3o que se beneficiou do esquema e do oficial de Justi\u00e7a.<br \/>\n\tPara o juiz, cuja decis\u00e3o foi mantida em segunda inst\u00e2ncia, os dep\u00f3sitos feitos em favor do oficial n\u00e3o seriam \u201cmero reembolso\u201d por condu\u00e7\u00e3o, como alegado, mas uma esp\u00e9cie de incentivo para o cumprimento preferencial dos mandados. As penalidades foram aplicadas de acordo com a Lei 8.429\/92, a Lei de Improbidade Administrativa (LIA).<br \/>\n\tAo analisar o recurso do escrit\u00f3rio, o relator, ministro Mauro Campbell Marques, constatou que \u201ctodas as provas levantadas no ac\u00f3rd\u00e3o levam a crer que o recorrente agiu em desconformidade com a moralidade administrativa\u201d. Para o ministro, a decis\u00e3o que resultou na condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deu sem a an\u00e1lise da defesa apresentada, nem foi contr\u00e1ria \u00e0s provas juntadas. \u201cH\u00e1, nos autos, men\u00e7\u00e3o a documentos e depoimentos que relatam os atos \u00edmprobos cometidos pelos agentes\u201d, observou.<br \/>\n\tO magistrado afirmou que a Justi\u00e7a local individualizou perfeitamente a conduta dos interessados, a fim de enquadr\u00e1-los na LIA. Al\u00e9m do que, o dolo que se exige para a configura\u00e7\u00e3o de improbidade administrativa, de acordo com Campbell, \u00e9 a simples vontade consciente de aderir \u00e0 conduta, produzindo os resultados vedados pela norma jur\u00eddica. \u201cEst\u00e3o presentes, portanto, todos os elementos da conduta dolosa, pelo que n\u00e3o assiste raz\u00e3o aos recorrentes\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Penas<br \/>\n\tQuanto \u00e0 dosimetria das penas aplicadas pelo juiz, o ministro destacou que a puni\u00e7\u00e3o levou em conta a extens\u00e3o do dano e o proveito patrimonial obtido pelos agentes, o que n\u00e3o pode ser revisto pelo STJ em recurso especial, frente ao impedimento da S\u00famula 7.<br \/>\n\tO Oficial de Justi\u00e7a foi condenado \u00e0 perda dos R$ 600, ao pagamento de multa (duas vezes a sua remunera\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9poca do ato) e \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico pelo prazo de dez anos. O escrit\u00f3rio foi condenado ao pagamento de multa (tr\u00eas vezes o valor da remunera\u00e7\u00e3o do oficial de Justi\u00e7a \u00e0 \u00e9poca do fato), al\u00e9m da proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico pelo prazo de dez anos.<br \/>\n\tO s\u00f3cio-propriet\u00e1rio foi considerado mentor do esquema e condenado \u00e0 mesma pena da pessoa jur\u00eddica. J\u00e1 o advogado que patrocinava a causa beneficiada pelo esquema foi condenado ao pagamento de multa (no valor da remunera\u00e7\u00e3o do oficial de Justi\u00e7a \u00e0 \u00e9poca do fato) e \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de contratar com o poder p\u00fablico por dez anos.<\/p>\n<p>\tFonte: http:\/\/www.stj.gov.br\/portal_stj\/publicacao\/engine.wsp?tmp.area=398&#038;tmp.texto=107020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DECIS\u00c3O 19\/09\/2012- 09h02 A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve a condena\u00e7\u00e3o por ato de improbidade administrativa contra um escrit\u00f3rio de advocacia do Rio Grande do Sul. Um oficial de Justi\u00e7a recebeu R$ 600 para agilizar o cumprimento de mandados de busca e apreens\u00e3o expedidos em favor de clientes do escrit\u00f3rio. Depois [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10155,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-10156","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",0,0,false],"landscape":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",0,0,false],"portraits":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",0,0,false],"thumbnail":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",1,1,false],"medium":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",1,1,false],"large":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",1,1,false],"1536x1536":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",1,1,false],"2048x2048":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",1,1,false],"consultio-large":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",1,1,false],"consultio-medium":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Escrit\u00f3rio_\u00e9_condenado_por_pagar_Oficial_de_Justi\u00e7a_para_agilizar_cumprimento_de_mandados.jpg",1,1,false]},"rttpg_author":{"display_name":"admin","author_link":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/author\/admin\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/category\/geral\/\" rel=\"category tag\">Geral<\/a>","rttpg_excerpt":"DECIS\u00c3O 19\/09\/2012- 09h02 A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve a condena\u00e7\u00e3o por ato de improbidade administrativa contra um escrit\u00f3rio de advocacia do Rio Grande do Sul. Um oficial de Justi\u00e7a recebeu R$ 600 para agilizar o cumprimento de mandados de busca e apreens\u00e3o expedidos em favor de clientes do escrit\u00f3rio. Depois&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10156","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10156"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10156\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10155"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10156"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10156"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10156"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}