{"id":10024,"date":"2013-05-24T00:44:00","date_gmt":"2013-05-24T00:44:00","guid":{"rendered":""},"modified":"-0001-11-30T00:00:00","modified_gmt":"-0001-11-30T00:00:00","slug":"2005-revision-v1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/2013\/05\/24\/2005-revision-v1\/","title":{"rendered":"Expostos ao perigo, oficiais de Justi\u00e7a s\u00e3o v\u00edtimas de agressores"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/sendcard.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg\" alt=\"Expostos ao perigo, oficiais de Justi\u00e7a s\u00e3o v\u00edtimas de agressores\"><br \/>\nExpostos ao perigo, oficiais de Justi\u00e7a s\u00e3o v\u00edtimas de agressores<\/p>\n<p>O caso da oficial de Justi\u00e7a Karen Danielle Tom\u00e9 \u2013 espancada pelo sargento da Pol\u00edcia Militar, Roberto Carlos Dias Nery, quando tentava cumprir uma ordem de penhora \u2013 levantou a quest\u00e3o quanto \u00e0 seguran\u00e7a dos serventu\u00e1rios que, diariamente, encaram pessoas desconhecidas para cumprir intima\u00e7\u00f5es e outras determina\u00e7\u00f5es judiciais.<\/p>\n<p>O fato aconteceu na \u00faltima quarta-feira (18). A analista judici\u00e1ria chegou, \u00e0 tarde, na resid\u00eancia do sargento Roberto Nery para cumprir a penhora. Ap\u00f3s os empurr\u00f5es e socos, Karen ficou muito abalada. Ela n\u00e3o quis conversar com a reportagem de a Gazeta. No entanto permitiu que Gesiel Oliveira, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Oficiais de Justi\u00e7a do Amap\u00e1, relatasse o ocorrido. Segundo a vers\u00e3o contada por ele, quando o policial viu a identifica\u00e7\u00e3o funcional dela, come\u00e7ou a ter um s\u00fabito de ira. Agarrada pelos dois bra\u00e7os, Karen foi arremessada no muro da casa \u2013 com o rosto virado para a parede. Para completar, levou dois socos nas costas. Ela caiu no ch\u00e3o. Em seguida, Roberto Nery subiu em sua moto e saiu de cena.<\/p>\n<p>A trucul\u00eancia do sargento foi comunicada \u00e0 corregedoria da PM, na manh\u00e3 de quinta-feira (19). Amedrontada, e acompanhada do presidente do sindicato dos serventu\u00e1rios da Justi\u00e7a do Amap\u00e1, Jos\u00e9 Cleanto, Karen \u2013 que efetivada h\u00e1 apenas quatro meses no Tribunal \u2013 foi at\u00e9 o quartel do Comando Geral da PM para fazer a den\u00fancia. L\u00e1, um encontro inesperado. Eles se depararam o policial agressor na corregedoria \u2013 ele ainda teria debochado da v\u00edtima.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es repassadas por Gesiel, o comando da PM se pronunciou contrario ao que aconteceu. A pol\u00edcia ir\u00e1 abrir duas sindic\u00e2ncias. Uma contra o militar, para apurar a sua conduta, e outra contra a omiss\u00e3o do servi\u00e7o 190. A v\u00edtima ligou por tr\u00eas vezes solicitando o apoio da PM e esperou por mais de meia hora. Nenhuma guarni\u00e7\u00e3o compareceu ao local da ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico de agress\u00e3o<\/p>\n<p>Karen n\u00e3o foi a primeira oficial a ser agredida pelo sargento Roberto Nery. H\u00e1 alguns anos, ele espancou a analista judici\u00e1ria de prenome Claudete.<\/p>\n<p>Lotado no 6\u00b0 Batalh\u00e3o da PM (no bairro Perp\u00e9tuo Socorro), ele \u00e9 professor de karate e instrutor de MMA (Mistura de Artes Marciais) \u2013 as lutas de vale tudo. O militar \u00e9 o respons\u00e1vel pelas instru\u00e7\u00f5es de defesa pessoal da PM, inclusive do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Especiais (Bope), a tropa de elite da pol\u00edcia.<\/p>\n<p>O sargento possui mais de 30 processos na Justi\u00e7a Estadual, a maioria por agress\u00f5es f\u00edsicas e viol\u00eancia dom\u00e9stica. Ele tamb\u00e9m responde a v\u00e1rios inqu\u00e9ritos policiais militares.<\/p>\n<p>Provid\u00eancias judiciais<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico (MP), atrav\u00e9s do promotor \u00c9der Abreu, da Promotoria de Investiga\u00e7\u00f5es C\u00edveis e Criminais (PICC), repudiou o epis\u00f3dio. O MP abrir\u00e1 um processo por desacato, obstru\u00e7\u00e3o do trabalho da Justi\u00e7a e agress\u00e3o.<\/p>\n<p>O fato tamb\u00e9m foi comunicado ao Tribunal de Justi\u00e7a, onde a ju\u00edza corregedora, Sueli Pini, condenou a atitude tomada pelo militar. Ela estuda medidas legais para punir o sargento e evitar que situa\u00e7\u00f5es como essa voltem acontecer.<\/p>\n<p>O militar dever\u00e1 responder pela agress\u00e3o na justi\u00e7a comum. Ele poder\u00e1 sofrer medidas disciplinares na justi\u00e7a militar por conta da conduta. Uma das sans\u00f5es \u00e9 a perda do direito \u00e0s promo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Profiss\u00e3o perigo<\/p>\n<p>O caso exp\u00f4s o n\u00edvel de vulnerabilidade dos profissionais ao perigo de se depararem com pessoas agressivas e que se recusam a receber a ordem judicial.<\/p>\n<p>Atualmente, 62 oficiais de justi\u00e7a desempenham suas fun\u00e7\u00f5es para o judici\u00e1rio estadual, cumprindo cerca de 10 mil intima\u00e7\u00f5es entre positivos e negativos. Eles recebem apenas pelos mandados positivos, ou seja, quando conseguem localizar o intimado.<\/p>\n<p>Segundo Gesiel Oliveira, recentemente a Pol\u00edcia Federal reconheceu a profiss\u00e3o como uma das que oferece maior risco de morte. \u201cA gente intima todo tipo de pessoa. Do traficante ao cara que n\u00e3o pagou a pens\u00e3o\u201d, comentou ele. Por causa disso, a PF concedeu o porte de arma para o oficial. \u201cO problema do Amap\u00e1 \u00e9 que o Tribunal n\u00e3o assumiu nenhuma responsabilidade pela arma. Se um oficial quiser uma arma, ele tem que comprar\u201d, relatou Gesiel. Ele comentou que, para os magistrados, que possuem o porte legal, o Tribunal cautela armas. Para ele, os oficiais est\u00e3o mais expostos ao perigo do que ju\u00edzes.<\/p>\n<p>Uma das lutas do Sindicato dos Oficiais de Justi\u00e7a do Amap\u00e1 \u00e9 pelo aumento da remunera\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o do risco de morte, que hoje \u00e9 pago na taxa de 35% para os servidores. O sindicato quer que esse valor se equipare ao do estado do Par\u00e1 \u2013 onde esse percentual \u00e9 de 50% em cima do sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Gesiel lembrou uma reivindica\u00e7\u00e3o antiga da categoria: no cumprimento dos mandados, os oficiais deveriam ser escoltados por policiais militares. Ele recordou de casos similares ao de Karen. O oficial Rui Lobo foi uma dessas v\u00edtimas. Seis anos atr\u00e1s, ele foi agredido por uma pessoa que n\u00e3o aceitou receber a intima\u00e7\u00e3o. O servidor teve o nariz quebrado com um soco. Outro servidor teve que se aposentar por causa de sequelas de um tiro, que levou durante uma execu\u00e7\u00e3o de penhora.<\/p>\n<p>Fonte:<\/p>\n<p>http:\/\/www.jornalagazeta-ap.com\/site\/component\/content\/article\/7-noticia-principal\/121-cabral-pede-posicao-de-dilma-sobre-divisao-dos-royalties.html<\/p>\n<p>Postado por Cristiano Rodigues de Aquino, Oficial de Justi\u00e7a de Formoso do Araguaia\/TO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expostos ao perigo, oficiais de Justi\u00e7a s\u00e3o v\u00edtimas de agressores O caso da oficial de Justi\u00e7a Karen Danielle Tom\u00e9 \u2013 espancada pelo sargento da Pol\u00edcia Militar, Roberto Carlos Dias Nery, quando tentava cumprir uma ordem de penhora \u2013 levantou a quest\u00e3o quanto \u00e0 seguran\u00e7a dos serventu\u00e1rios que, diariamente, encaram pessoas desconhecidas para cumprir intima\u00e7\u00f5es e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10023,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-10024","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geral"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",0,0,false],"landscape":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",0,0,false],"portraits":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",0,0,false],"thumbnail":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",1,1,false],"medium":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",1,1,false],"large":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",1,1,false],"1536x1536":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",1,1,false],"2048x2048":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",1,1,false],"consultio-large":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",1,1,false],"consultio-medium":["https:\/\/sindojus-to.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Expostos_ao_perigo,_oficiais_de_Justi\u00e7a_s\u00e3o_v\u00edtimas_de_agressores.jpg",1,1,false]},"rttpg_author":{"display_name":"admin","author_link":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/author\/admin\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/category\/geral\/\" rel=\"category tag\">Geral<\/a>","rttpg_excerpt":"Expostos ao perigo, oficiais de Justi\u00e7a s\u00e3o v\u00edtimas de agressores O caso da oficial de Justi\u00e7a Karen Danielle Tom\u00e9 \u2013 espancada pelo sargento da Pol\u00edcia Militar, Roberto Carlos Dias Nery, quando tentava cumprir uma ordem de penhora \u2013 levantou a quest\u00e3o quanto \u00e0 seguran\u00e7a dos serventu\u00e1rios que, diariamente, encaram pessoas desconhecidas para cumprir intima\u00e7\u00f5es e&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10024"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10024\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10023"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindojus-to.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}